Rui Borges, OBRIGADO por tudo…

Às Terças escrevo Eu...

Começo por transcrever uma passagem da minha anterior crónica:
“Felizes os que podem ser adeptos, reagir com o coração e a paixão, sem terem a obrigação de possuir a racionalidade de quem tem de decidir. Aos críticos e aos acérrimos defensores, tudo é permitido. A quem decide, não é permitido errar.”
Dizia também:
Quando a insistência numa solução deixa de ser uma questão de convicção e competência, para passar a constituir um risco para os objetivos de um Clube, quem lidera tem de atuar.
E quem lidera, atuou.
Nunca, por nunca, imaginei a coincidência da oportunidade face aos últimos acontecimentos. Mas estava certo.
Acabávamos de perder com o Viseu. Ganhámos depois ao Marítimo e ao Casa Pia.
E, de repente:
Rui Borges despedido.
É um filme de terror ler o que se escreve sobre o tema nas RS. Irracionalidade, obscenidade, maldade e, claro está, ataques vis ao Presidente. Aproveita-se o momento.
E, de repente:
Rui Borges foi mal despedido;
Mal no timing.
Mal na forma.
Mal no conceito.
Não devia, não podia, RB não merecia.
Incrédulo, assisto.
Alguém bate à porta. Quem é?
— Pode entrar!
— É a autodestruição. Seja bem-vinda ao reino do Leão.
— Tem andado desaparecida?
— É uma questão de ocasião.
Que tristeza!
Primeiro, insultos consecutivos ao treinador, ao homem e, ultimamente, à sua família. Não presta, RUA.
Consumado o ato:
Impropérios desmedidos, arruaça e caos.
De repente tudo chora a partida, quando antes, tantos a desejavam. Hipocrisia: o cúmulo da ironia.
Quem me lê e acompanha sabe. Não sou de destruir. Sou de unir.
RB sempre foi o meu treinador. Muito o apoiei e muitos julgaram a minha escrita. Respondo aos mais incómodos, respeito e agradeço os elogios.
A quente, liguei o «achómetro» e achei. Não pensei. Fervilhei e parei.
É bom ter esta capacidade e racionalidade. Enquanto a caneta me obedecer, saberei o que escrever e fazer, sem conter o impulso de dizer o que penso.
Tudo é oportuno para atacar o Sporting e o seu Presidente. É vê-los a destilar ódios que não têm tido alimento.
Mas está tudo bem? Não.
A altura foi a melhor? Também “acho” que não.
Mas quando era?
Houve momentos. Houvera outros tempos em que se podia ter atuado com o mesmo fim de agora. Não se fez.
(Remetendo esta sequência para o início da minha crónica.)
No entanto,
“Quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro.”
(Aguardo com muita expectativa a versão que o Presidente nos dará sobre tudo isto.)
Frederico Varandas tem errado muito. Quem não?
Ah, mas tem acertado tanto! E nunca fui tão feliz enquanto sócio e adepto do Sporting.
Nunca o Clube teve tanto êxito desportivo e financeiro. Sempre grato e reconhecido, a si.
Agradeço também a Rui Borges. A coragem, a educação, os princípios, os valores e a determinação. A lisura e a correção.
O título de Bicampeão e a Dobradinha são seus, Míster, escritos com letras de ouro na história do Sporting. Guarde esse orgulho. Bem o merece. É seu. ( para toda a vida)
Conquistou-os com grande profissionalismo, sem nada reclamar e a jogar com miúdos.
Como é possível ainda alguém dizer que foi obra de Ruben Amorim? Ingratos.
A vitória mágica sobre o PSG, a melhor campanha da história do Sporting na Champions, ( quartos de final) a remontada contra o Bodo…tantas alegrias!
Quanto às tristezas, nova remissão […]
Encerra-se um ciclo. Reabre-se um outro.
Pelo meio, um jogo importante da Champions, com Tiago Fernandes ao leme, e o sonho de oferecer ao pai o desejo de milhões de Sportinguistas: a vitória.
Escrevo no comboio, em viagem por questões profissionais. Tinha uma crónica preparada, sem imaginar esta convulsão, mas o imprevisto e o improviso alteraram-me a decisão.
Rui Borges, felicidades. Eternamente, OBRIGADO.
Paulo Fonseca. A confirmar-se, será o meu treinador de eleição. Até ao fim…
A estação aproxima o meu destino. É assim a vida, de quem nela não manda…
Foi a minha expressão. Ao meu estilo. ✍️
SL. Boa sorte para nós. 💚
1