Saiu Borges entrou Fonseca. Independentemente da forma como se processou a transição, é um facto consumado. Decidiu quem tem poder para decidir. Critiquei o desenvolvimento do processo, mas uma vez concluído, Paulo Fonseca é o treinador do Sporting e assim sendo é o meu treinador. O mesmo se passa em relação ao Presidente, do qual discordei, mas que foi eleito democraticamente e é também o meu Presidente. O que não sou é adorador de ninguém e Varandas, que tem feito um trabalho excepcional, também comete erros porque é humano.
Entramos numa fase diferente na gestão da equipa, embora me pareça que vá haver alguma continuidade. O novo técnico aplicará as suas ideias, aproveitando o trabalho feito e corrigindo o que é preciso corrigir.
Agora é a hora de acabar com as divergências causadas por um mau início de época e dar tempo ao novo treinador para implementar o seu sistema. Embora considere que este novo plantel tem algumas lacunas, vejo-o com potencialidades de melhorar e de ter uma época positiva.
Contrariamente aos que consideram a época do Sporting perdida, incluindo alguma comunicação social, penso que nada está perdido, mesmo o campeonato, porque estão muitos pontos em jogo. O que é preciso é estancar as perdas. Os adversários ainda não perderam mais pontos, especialmente os do Norte, por factores que estão para além do jogo jogado. Mas irão perdê-los.
Portanto, a mudança em todos os aspectos tem de ser vista como normal. As pessoas passam e a instituição fica. Somos hoje protagonistas, amanhã serão outros. Imutável só é o Sporting, acima de todos nós