Joaquim Carvalho foi o titular da baliza sportinguista durante cerca de nove anos, até que Vítor Damas, na época de 1968-69, conquistou a titularidade e iniciou uma nova saga.
Mais tarde, depois do falecimento de Damas em 2003, Carvalho referiu-se assim ao seu companheiro de equipa: “O Vítor tornou-se num dos meus ídolos. Substituiu-me num jogo com o Belenenses em que me lesionei e a partir daí passou a titular da equipa. Eu próprio, depois de uma ausência prolongada, queria que ele continuasse como primeiro guarda-redes, pela qualidade que tinha. Um dado curioso: nunca me tratou por tu, como lhe pedi por várias vezes. Sempre por sr. Carvalho”.
Vítor Damas é um dos maiores guarda-redes da história do futebol português. Muitos consideram-no o melhor de sempre. Felino nos movimentos na linha de golo, corajoso nas disputas na grande área, convicto no comando dos companheiros, cavalheiro com os adversários. É assim que os sportinguistas o recordam, como um desportista excepcional em todos os aspectos. Até pela elegância com que se apresentava em campo.
Ainda hoje, todos sonhamos com ele. Era um mágico capaz de fazer a baliza mais pequena do que na realidade e que, feito pássaro, ia buscar a bola bem lá no alto quando vinha disparada feita bala com perigo na direcção dos corações leoninos.
Em sua memória, a baliza do topo sul do Estádio José Alvalade foi baptizada com o seu nome, em 2009.