CR7 ou JJ?
Ninguém está acima do País.
Já da Seleção… roça o chauvinismo, a hipocrisia, a falsidade, o egocentrismo e… a vergonha.
O País divide-se entre a afirmação e a negação, toldado pela cor clubista.
Julgamento medieval. Ruído.
Depois, há os que não sabem, os que não respondem e os que sabem tudo.
Artífices desportivos.
Perplexo, o Mundo assiste.
A felicidade interna saiu à rua.
Tristeza.
E o referendo continua.
O programa é do domínio público.
Um fez reformas inacreditáveis, elevando o País a uma escala galáctica.
O outro quer reformar para sair reformado.
Parece confuso.
É o que é.
Goloooooo! Do estatuto.
De quem?
Aqui, quem manda sou eu!
O resto vale zero.
Quando sentir que estou a mais, pego na mala e vou embora.
O avião já chegou?
Jesus fala com Deus.
O seu adjunto, mais conhecido por João.
— Faço a substituição?
Quem aquece por não ter aquecido, não se pode sentir ofendido.
As versões são verões escaldantes.
Tudo opina, nesta Liga das Nações.
Continuo indeciso.
Mas o referendo continua.
Assaltaram a Federação.
Levaram dois milhões de seguidores, milhões de patrocinadores…
Continua-se a apurar mais prejuízos.
Entretanto, países como o País de Gales, a Noruega e a Dinamarca ficam estupefactos com os argumentos.
E questionam não só o triunfo da miopia de quem festeja a humilhação do maior embaixador do País, mas também a transformação da transição.
Ahhh… agora correm e jogam!
E passam a bola.
No final, agradecem.
Falta um.
— O capitão abandonou a tripulação?
— Julgo que não. Desejou sorte a todos, sem exceção.
JJ não pede desculpa.
Desculpa de quê?
Já se sabe a lição.
Tem mais que razão.
Parabéns, Seleção!
Nunca te esqueças de quem te deu a mão.
É difícil aceitar a separação.
Mas já chega de confusão.
Cansado, bate com a porta.
Lá dentro, fica a história.
Uma Nação sem gratidão, na pequenez da mentalidade.
Cá fora, tudo se explora.
Até o 7 já lá não mora.
Foi um sonho.
Outros haverá.
O referendo continua.
Proença para a rua.
O povo já lá está.
JJ ou CR7?
Seleção ou premeditação?
Já votei.
O voto é secreto.
Despeço-me da Nacionalidade futebolística.
Tudo isto me agonia.
Num País de menos, é o que temos.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo. ✍️
Nota de rodapé: Ronaldo não esteve bem no comportamento posterior ao episódio. JJ, enquanto treinador, tem autoridade para decidir. É ele que manda de facto, mas autoridade não dispensa responsabilidade, nem transforma um jogador com o estatuto de Ronaldo em alguém descartável. Se não contava com ele, convocá-lo para depois o expor daquela forma levanta perguntas. E, acima de todos, está uma Federação que continua em silêncio, sem explicações e sem liderança. No meio disto, o País prefere escolher um lado, e muito de acordo com a camisola clubista.
Mesmo com a despedida, eu prefiro escolher a Seleção — e nunca esquecer quem ajudou, a escrever a sua história.