Falando um pouco de história

Vem isto a propósito de se gastarem tempos infindos na CS, a discutir, para mim, uma questão de lana caprina, sobre um atleta que abandonou a Seleção e pôs tudo em polvorosa.

Normalmente o passado é um período morto. Vive-se cada vez mais o presente, como o único, com existência real. Logo, tudo o que aconteceu antes, não tem relevância. E por isso, quero hoje escrever sobre um pouco de história.

O Cris como agora é tratado nas televisões, conseguiu a proeza de estar quase em permanência nos programas televisivos, sobretudo na Média Capital da qual o jogador é acionista. Divulga-se a imagem de alguém a quem a nação deve muito. Por isso, quero recordar algumas figuras históricas, a quem a nação deve a sua existência. 

Em primeiro lugar, está o Fundador que com um grupo de guerreiros separou o reino de Castela e expandiu-o  no maior espaço possível. Depois de Afonso Henriques vieram outros momentos decisivos. Resumindo. A resistência à tentativa de ocupação castelhana, com D. João I e o Condestável do reino, expressa em Aljubarrota. Depois a grande gesta dos Descobrimentos, com D. João II, Vasco da Gama, Albuquerque e muitos outros para não me alongar. Por fim, nesta breve síntese , D. João IV, e a restauração da independência ,depois de sessenta anos de domínio castelhano.

Estes, entre outros, são os verdadeiros heróis a quem devemos a independência e a sua manutenção. Os tempos são outros, mas os homens são os mesmos, com defeitos e virtudes. Vem isto a propósito de se gastarem tempos infindos na CS, a discutir, para mim, uma questão de lana caprina, sobre um atleta que abandonou a Seleção e pôs tudo em polvorosa, como se fosse acabar o mundo.

Amigos, concordem ou não. O futebol tem cerca de cem anos, o pais tem nove séculos e os verdadeiros heróis são aqueles que construíram Portugal, na governação, na ciência, por exemplo, e não qualquer vedeta mediática, tenha que nome tiver. Fico deveras incomodado, quando ouço dizer que Ronaldo, futebolista de sucesso, deu muito a Portugal. Alguma coisa deve ter dado, do ponto de vista mediático, mas o que ouço, são exageros.

Voltando à comunicação social, até parece que o mundo se deve aos craques da bola. .Sim, porque houve outros, nomeadamente Eusébio, com uma grande carreira na Seleção, mas que nasceu pobre e morreu sem grandes meios de fortuna. Outros tempos. Sempre humilde, discreto, inclusivé no apoio à Seleção Que exemplo.

O Cris, para os amigos, podia seguir este bom exemplo. Mas não, quis ser maior do que é, e criou uma novela quase sem fim. Acabe como acabar e que seja depressa, pode sair pela porta pequena, quando podia sair pela grande.

P.S.  No último capítulo da novela Ronaldo veio a terreiro, para passar a sua verdade. Pelo que li desse, texto parece-me  difícil conjugar estas personalidades. Se ceder nos seus princípios não lhe antevejo vida muito longa na Seleção, a não ser que queira ser um novo Martinez.

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