Quem se mete com a CS, leva

Vem isto a propósito da campanha nos canais da Média Livre, contra Rui Borges.

Os treinadores de futebol, vivem de resultados, seja em que clube for, mas com mais relevância nos ditos grandes. Muitas vezes, nem são os principais responsáveis, pelos resultados negativos, mas pagam sempre a fatura.

Mas o pior que lhes pode acontecer é caírem nas “garras da comunicação social”. Estes “profissionais” que se assumem como jornalistas isentos, são uma espécie de "lupen  proletariado" do desporto, à conta do qual poem pão na mesa. E se em tempos idos foram maioritariamente isentos, agora não são. O seu jornalismo, não passa de opinião ao serviço de certos interesses.

Vem isto a propósito da campanha nos canais da Média Livre, contra Rui Borges. A verdade é que se pôs a jeito com história dos “bernardos”. Esteve mal, porque puxou dos galões depois da boa participação inicial na Champions. Foi ingénuo,  porque se esqueceu que, quem se mete com os “poderosos Jornalistas”, leva.

Num programa desportivo, do referido grupo empresarial, foi uma festa a malhar no Borges, sobretudo pelo José Manuel Freitas e pelo Pedro Sousa, chegando a dizer que devia ter sido despedido na interrupção do campeonato. Mas quem se julgam estes indivíduos, armados em especialistas de futebol, para julgar um profissional, condenando-o às galés. Assim, além de erros próprios vai ser difícil a um treinador sobreviver.

Só não se sente quem não é filho de boa gente e para além de aspectos criticáveis, como não actuar quando as coisas não correm bem, não merece este julgamento televisivo,  sem respeito pelo seu profissionalismo. Se alguém pode avaliar a situação do técnico, são órgãos directivos do clube  e não os“abutres” armados em justiceiros.

Em tempos idos, o presidente anterior, chegou a pedir aos adeptos para não verem os canais televisivos, com exceção da Sporting TV.  Não podemos ir por aí, mas os sportinguistas deviam exigir a estes canais respeito pelos seus profissionais.

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