Os jogos desta semana da 1ª Jornada da Fase de Grupo da Champions merecem uma especial atenção.
O Sporting ganhou o seu jogo com o Galatasaray, campeão da Turquia, por uns claros três golos (mantém-se a veia goleadora da equipe!), contra apenas um do seu adversário.
O início do jogo foi sofrido e até inexplicável, desde cedo marcado pelo caricato golo sofrido (apesar do esforço denodado e de indiscutível valor do Rui Silva para evitar o mesmo!), estado esse que se prolongou até meio da primeira parte. Os leões começaram nessa altura a conseguir equilibrar a partida, primeiro - de modo visível - através do lance do golo anulado ao Suárez (fora de jogo de Maxi no início da jogada) e pouco depois com a excelente jogada colectiva que coroou no golo do Geny Catamo.
De permeio foi-se assistindo a uma péssima arbitragem de um tal de “noruego”, que - em má hora - aterrou no José Alvalade para fazer o que manifestamente não sabe ou não quer (arbitrar!) em vez de se ter dirigido aos fiordes para uns dias de lazer!
Na segunda parte o Sporting soube impor o seu jogo e - nos primeiros vinte minutos - aproveitou os lances que soube construir: primeiro, o indiscutível penalty conquistado (desta feita o “noruego”, por uma vez, conseguiu acertar!) na magnífica jogada construída pelo “trio” Rui Silva, Doumbia, Suarez e convertido por este; de seguida, o livre directo soberbamente convertido por Rodrigo Salazar, depois da impressionante cavalgada do Luís Guilherme pela esquerda do ataque leonino. Até ao fim do jogo o Sporting soube gerir a vantagem alcançada e até esteve perto de dilatar a sua vantagem (p.ex. o soberbo lance do Altimira, isolado no coração da grande área!).
Por seu lado, o FC Porto - evidenciando a sua notória fragilidade para estar numa competição como a Champions - fez um jogo infantil, temeroso, caricato e medíocre perante o Manchester City (o tal que ainda há menos de 2 anos foi goleado em Alvalade!). Foi mesmo uma vergonha! No jogo todo nem um remate enquadrado com a baliza, oportunidades de golo nem vê-las, posse de bola típica de equipe do “fundo da tabela”. Os dados estatísticos são esclarecedores… o FCP tem 5 remates à baliza contra 20 do City! O FCP não tem uma oportunidade de golo e o City contabiliza 11! Donnaruma não tem uma defesa no jogo todo e Diogo Costa (algumas de elevada dificuldade) tem 8! Perante estes avassaladores dados, o treinador do FCP veio dizer que o Fcp fez uma “exibição fantástica”! A “fariolada” só permite uma conclusão… pois, o homem não viu o mesmo jogo que qualquer outro mortal, incluindo todos os que estiveram no Dragão!
De notar que neste regresso do FCP à mais icónica, glamorosa e prestigiada prova de clubes as bolas não desapareceram, as toalhas do guarda redes adversário também não, os 'stewards' souberam assumir comportamento adequado, os comandos de ar condicionado devem ter estado disponíveis, não tendo existido qualquer notícia de televisões no balneário dos árbitros com imagens em “loop”… o respeitinho pela UEFA é mesmo muito bonito! Pena que nas competições nacionais o Fcp não siga esses mesmos parâmetros… e - muito pelo contrário - lhe salte, com naturalidade e como diz o nosso povo, o “pezinho para o chinelo”!
Quanto ao Benfica… houve quem - ridiculamente e de modo ousado, incluindo com garrafais títulos de primeira página - tentasse transformar o seu jogo de recuperação do Campeonato em Moreira de Cónegos... num jogo de Champions! Coitados! Foi um momento bizarro, revelador de um pensamento pequenino, triste e enfezado! Habituem-se que a Champions é mesmo e só para quem tem e demonstrou estofo e mérito desportivo para lá poder estar e competir!