Às Terças escrevo Eu - “Malhar no Borges”

Sou do Sporting mais feliz que tive até hoje.

“Malhar no Borges”
GRANDE ÁREA
… onde tudo acontece
Decorria o minuto 7.
E o escândalo aparece.
Um penálti tão claro e evidente quanto escamoteado e ROUBADO.
Culpado: Rui Borges.
O jogo Famalicão–Sporting começou assim.
Luís Godinho quis repetir 2020 e saiu-se bem.
Nova versão 2026. Promete.
E aquela expulsão perdoada ao lampião?
Gil Dias deveria ter sido expulso.
Não foi.
O jogo decorria.
Que grande alegria.
Mas nada disto conta.
O que conta é que RB não é treinador para o Sporting.
(Mas quando foi campeão, já era.)
Ao minuto 77, Fotis é pisado.
Era só o que faltava! Mais um gamado?
Lá marcou.
E quando parecia que se vencia, surge o que não se previa.
Triste sina a nossa.
O jogador do Famalicão apoia-se em Fresneda, atinge-o na cara e cabeceia para o Inácio concluir.
Há filmes de terror com melhor fim.
Passo o exagero.
A VOZ DA BANCADA
“Oh Borges, vai-te embora!
Oh Borges! Oh Borges!”
E Rui Borges, sereno, vai absorvendo o veneno.
Então, mas aquilo não é falta?
Na minha opinião, o golo do Famalicão é precedido de falta.
Irregular.
Ali, não havia coragem para anular.
É o Sporting.
Mas isto ninguém discute.
Ninguém grita.
Não interessa.
O que interessa é:
“… é malhar no Borges”
E dizer que não temos treinador.
Que tristeza de gente.
Então o homem tem uma substituição para fazer e não a faz?
É verdade.
Esteve mal.
Também sei reconhecer e criticar.
Oh Inácio!
Ninguém te compra?
SER SPORTING
Ser Sporting — para alguns, para muitos — também é isto.
Dizer mal dos nossos.
Atacar.
(Já se esqueceram do que o Inácio nos deu e tem dado. Hoje, um jogador inseguro, a necessitar de apoio. Mas capitão também não.)
Surge a contrariedade, logo a ofensa e o praguejar.
Quando uma realidade não oferece a narrativa desejada, há sempre quem queira construí-la à sua maneira.
Primeiro os de dentro.
O Sporting ganhou ao Galatasaray.
Arranja-se forma de diminuir a importância da vitória.
Por exemplo:
“Era a sua obrigação.”
Logo, desvalorizada.
Não se realça Rui Borges.
Ignora-se.
Quando se ganha, procura-se o defeito.
Quando se joga bem, destaca-se a imperfeição.
Depois, refere-se que a equipa teve falta de atitude. Esse tem sido o principal problema de alguns correligionários do Sporting.
Não há PACHORRA!
Depois, os de fora.
Vitrines de casos manchados de suspeição e corrupção parecem estar de volta.
Uma nova era de apitos em perspectiva.
Mas para estes não há foco.
Nem revolta.
Nem os inúmeros casos do jogo que nos espoliaram.
Nada.
Rui Borges é que tem de sair do monitor.
Tem de praticar o vernáculo, esbracejar e pontapear uma garrafa de água.
Isso sim, é de treinador.
DA FILA 8
Fui lá hoje.
Sem ninguém no Estádio.
Sentei-me.
E pensei.
Ah, como vai ser bom voltar a ser campeão!
Já me conhecem.
Nunca esmoreço.
Sou do Sporting mais feliz que tive até hoje.
Apesar de ser uma equipa quase toda nova, muito jovem (muitos também se esquecem disso), continuo a ACREDITAR.
Acredito na equipa.
Acredito no caminho.
Acredito que podemos voltar a ser felizes.
Rui Borges,(até o Presidente o manter), será sempre o meu treinador.
Porque há coisas que não mudam com um resultado.
Nem com um penálti roubado.
Nem com um golo sofrido.
Nem com uma substituição que ficou por fazer.
Nem com a voz de uma bancada exasperada.
Eu continuo aqui.
A imaginar o próximo jogo.
A imaginar outra vitória.
A imaginar, outra vez, aquele momento.
O momento em que todos gritamos juntos:
CAMPEÕES!
E nesse dia, talvez alguns se lembrem que nunca deixámos de acreditar.
Eu, pelo menos, não.
Porque ser Sporting é isto.
Mesmo quando dói, ficar.
Mesmo quando custa, acreditar.
Mesmo quando tudo parece contra, continuar.
Isto só está a começar.
Até ao fim.
Sempre Sporting.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo. ✍️
SL💚
Rui Ferreira
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