No fim da temporada anterior começou uma revolução no plantel. Saíram cerca de cinco ou seis titulares e entraram outros tantos. As razões que levaram a esta mudança já têm sido debatidas, mas entre saídas mais ou menos opcionais, o que tem sido assumido pelos responsáveis, é que era necessário uma renovação e foi o que aconteceu.
Mais do que discutir as razões e consequências da mudança, o que se deve analisar é que Sporting está a surgir com estas alterações. A primeira constatação que se tira, é que estamos perante um plantel e uma equipa diferente. A questão que se pode colocar, é se será melhor ou pior. Na minha perspectiva, ainda é cedo para avaliar esta renovação, que por comodidade descritiva apelido de 2.0.

Pelo que se pode observar a olho nu, porque desconhecemos o trabalho feito nos bastidores e só vemos a ponta do iceberg, isto é, o comportamento dos jogadores em campo, estamos perante um equipa diferente da anterior, com o cunho da equipa técnica, que mostra algum entrosamento, mas que precisa de muita afinação. O que parece, também, é que quando se aproximar da máxima articulação será uma equipa altamente competitiva. Contudo, os testes mais difíceis ainda não foram feitos.
Acresce, que na minha perspectiva, as provas nacionais vão ser de maior grau de dificuldade, tendo em conta a qualidade dos principais adversários. A equipa das Antas, na continuidade do ano anterior, está talvez ainda mais agressiva e a equipa da Luz, que dá a impressão de ter acertado no treinador e que está a praticar um futebol, muito eficaz, rentabilizando o actual plantel e as novas aquisições. E o Braga também me parece uma equipa superior à da época passada.
Como vai responder o novo Sporting 2.0 a esta nova situação é uma incógnita. Começou titubeante, mas mostra estar a dar conta do recado. Vamos ver como se comportará perante desafios mais exigentes. De qualquer modo, temos de acreditar que o novo projecto tem futuro.