As Notas de Julius 2026/27 (05)

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o NACIONAL da jornada 5 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-0. Golos de  Luís Suárez 32' e Flávio Gonçalves 49'.

LEÃO CUMPRIU EM NOITE TRANQUILA

Suárez a festejar - Foto: Miguel Nunes

O SPORTING teve noite tranquila e nem precisou de produzir muito volume ofensivo para criar várias oportunidades, ficando a dever vários golos ao marcador num jogo sem história. Suárez brilhou ao deixar assinatura nos 2 golos, Debast destacou-se com um grande passe (2-0), Doumbia a crescer sem bola, Flávio continua a engordar as estatísticas, Maxi teve influência ao ganhar o pênalti que desbloqueou o jogo.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ  - 4 - Fez a diferença com golo e assistência e ainda contribuiu com as suas habituais arrancadas.

RUI SILVA - 3 Foi testado com 2 remates cheios de intenção fora da area e respondeu à altura, com segurança.

ÍVAN FRESNEDA - 3 - Está quase de volta ao ritmo alucinante que nos habituou, galga o terreno com uma facilidade tremenda e ja se apresentou como protagonista em lances atacantes vistosos que o colocaram perto do golo.

ZENO DEBAST - 3.5 - Num jogo quase inteiro camuflado pela tranquilidade a defender, bastou um só segundo para dar nas vistas, foi paciente na espera da oportunidade de desferir o seu passe letal que o Suárez engatou, isolando-se para dar a bola de bandeja para o 2-0-

GONÇALO INÁCIO (Cap) - 3 - Mais impaciente que o colega belga, abusou na tentativa dos passes longos e que nunca tiveram sucesso, estragando vários momentos da equipa em posse e que prometiam. Safou-se nas tarefas defensivas, em que foi mais competente.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - A crença, teimosia e determinação são decisivos na sua forte personalidade. Como a agua que tanto bate e acaba por furar, ele insiste, vai lá uma vez, outra e outra, cai, levanta-se e volta a lá ir e foi assim que desbloqueou o jogo num pênalti indiscultivel.

SERGI ALTIMIRA - 3.5 - Voltou a somar na organização global da equipa, anda sempre por ali, muitas vezes na "sombra", fora dos holofotes a ligar as pontas, depois  aparece o adversário sem bola, porque ficou colada no pé do "seis" espanhol que sonha um dia vir a ser um novo Sérgio Busques.

ISSA DOUMBIA - 3.5 - Também segue os seus sonhos, o de chegar ao nível do seu ídolo (Paul Pogba), ontem ja se viu evolução, fazendo o seu melhor jogo sem bola, começa a perceber que não tem volta a dar, se quer chegar a estrela, tem que saber ler o jogo e seguir a sua leitura e não só com os olhos na hora de fechar (defender).

GENY CATAMO - 3.5 - Voltou a mostrar que é das principais peças da engrenagem da equipa. Fica quase impossível ao adversário anulá-lo quando o moçambicano está bem dentro do jogo e a fim de brilhar. Da defesa da noite do Marín, a passar pelos cortes in extremis dos defesas, marcou uma noite de um verdadeiro "el diablito suelto".

RODRIGO SALAZAR - 2.5 - Tarda em chegar porque ainda não foi desta. Quer fazer tanto e ao mesmo tempo que perde a ordem e o timing e passa ao lado dos lances. Tem que se acalmar e que tal começar por jogar simples? " sin lazarotes"?.

FLÁVIO GONÇALVES - 3.5 - Voltou a manter-se firme no trilho que vai direto às estrelas, teve o feeling na escapada do Suárez, depois do passe mágico de Debast, aparecendo completamente sozinho no centro da área para empurrar a bola para o 2-0. Tem agora que começar a trabalhar também a consistência nos 90'.

FOTIS IOANNIDIS - 3 - Entrou 67' - Esteve perto de marcar um grande golo e que seria merecido, porque fez sempre tudo bem, com o critério elevado de um craque, desde que entrou no relvado.

LUÍS GUILHERME - 3 - Entrou 67' - Parece decidido a fazer uma grande época, terá um desafio consigo próprio e mostrou que merece mais tempo de jogo. Com a bola no pé é mesmo um problema e dos grandes para os adversários a complementar a visão antecipada dos lances.

NESTOR IRANKUNDA - 2.5 - Entrou 67' - Voltou a deixar ameaços reais que pode ser elemento importante na época. A subir claramente na forma física, mostrou coisas antes desconhecidas; velocidade de pensar no drible e de execução, mas esteve desastrado na finalização, mas se acerta a sua mira de tiro...vai fazer estragos.

GEORGIOS VAGIANNIDIS - 2 - Entrou 78' - Não era hora nem necessidade de aventuras, optando por manter-se posicional, para uma maior garantia de fechar o corredor. 

SILAS ANDERSEN - 2 - Entrou 87' - Pouquíssimo tempo em jogo, mas a tempo de deixar pormenores curiosos, positivos, que lhe dão uma outra imagem, bem diferente daquela que deixou na Amadora.

RUI BORGES - 3.5 - A equipa cumpriu aplicando os serviços mínimos, mostrando uma melhor coesão defensiva, não dando quase nada ao adversário. Provocaram uma noite heroica ao guarda redes adversário, que brilhou com várias defesas de nível elevado. Curioso, quando a ganhar "só" por 2-0 arriscou retirar do jogo os 4 melhores jogadores da equipa (Geny, Suárez, Salazar e Maxi)

BRUNO ABREU - 2 - Pouco a escrever numa história que foi muito curta. Testaram o Rui Silva com 2 remates e depois foram na boleia das defesas do Renato Marin que os manteve ligados à máquina até ao final do jogo.

JOÃO PINHEIRO (Árbitro - AF Braga) - 3 - Ainda ousou ameaçar a mais uma daquelas noites de "pinheirada" quando amarelou o Maxi num lance banal e fez depois vista grossa a faltas bem durinhas a jogadores do Sporting, percebeu que não era esse o caminho e lá foi endireitando o "pinheiro" até final.

PEDRO FERREIRA (VAR - AF Braga) - 3 - A grande penalidade foi clara e muito bem, não  se meteu na decisão do colega de campo.

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