Muitos adeptos atacam o Sporting levianamente só porque confundem as cartilhas dos rivais, veiculadas por comentadores nos programas televisivos, com a realidade. É preciso dizê-lo com serenidade: há demasiado ruído, demasiadas narrativas construídas fora do Sporting, e demasiada gente a repeti-las como se fossem verdades absolutas.
Hoje, na conferência de imprensa de antevisão do Sporting–Arouca, Rui Borges fez bem em puxar pelos seus louros, por aquilo que já conquistou no Sporting. E dou-lhe 100% de razão. Ele tem mérito, tem trabalho feito e merece respeito. Nos meios de comunicação social, sobretudo em alguns canais dos grupos Media Livre e Media Capital, rebentam com o Rui Borges, tiram-lhe qualquer mérito e, à boleia, tentam destruir o Sporting Clube de Portugal.
Pior do que isto: muitos sportinguistas vão nesta conversa, apesar dos estados de negação. Exigem explicações ao Presidente Varandas, como se o clube tivesse de explicar exaustivamente cada decisão a quem só quer destabilizar. Mas que falta de noção é esta? Querem que se dê o ouro ao bandido?
Crítica construtiva, sim. Linchamento público, não.
Posso até aceitar que Rui Borges tem ainda bastante caminho a percorrer até estar num patamar de grandes treinadores. Os grandes começaram por baixo, ou não? Ninguém nasce feito. O que não posso aceitar é que se queime um treinador do Sporting ao serviço de cartilhas alheias e por movimentos internos anti direção do Sporting.
Defendo o que está bem, critico o que está mal, mas sem recorrer à baixaria. E, neste momento, defender o Sporting, o seu treinador e a sua estabilidade é defender o Clube de quem, consciente ou inconscientemente, nos quer de volta à irrelevância.
Viva o Sporting!
Quim Marife