Rui Borges e os seus fantasmas

Escrito por João Neves Costa

É tão claro o desprezo com que Rui Borges é tratado por uma ampla gama de pessoas, que vão desde o típico provocador até o pseudo comentador/jornalista mais verborrágico e arrogante, que se torna difícil discutir o tema.

Às vezes, as questões mais evidentes e aparentemente simples se tornam complexas de entender e explicar.

A crítica direcionada a Rui Borges, ou a qualquer outro, é, sem dúvida, válida.

Essa crítica se torna ainda mais válida se for construtiva e, por conseguinte, bem intencionada.

Ninguém está acima do escrutínio de suas ações ou comportamentos, nem mesmo Deus.

Todo Ser Humano, em determinados momentos, comete erros, falha e poderia, enfim, ter tido um desempenho melhor.

Portanto, é justo que um qualquer analista, avaliador, crítico ou comentador, mesmo sem entender nada do assunto ou estar a par dos detalhes e das circunstâncias, ou seja, no que diz respeito ao futebol e a tudo o que envolve um treino diário, critique e analise os fatos e as situações.

O que se espera é que esses críticos e analistas sejam honestos e decentes.

E, para não esquecer, competentes...!

Com Rui Borges, o que ocorre, muitas vezes, demasiadas vezes, é que a crítica e a análise do seu trabalho e desempenho não incluem nada disso.

Rui Borges costuma ser minimizado, menosprezado e tratado de maneira desrespeitosa por questões que não têm relação com futebol.

Essa falta de decência vem tanto de sportinguistas quanto de não sportinguistas.

Quando o Sporting empata, de forma desastrosa, após ter liderado claramente, a crítica, decente e construtiva, é indiscutivelmente válida.

Quando OS BERNARDOS o chamam de ALHEIRAS, TABERNEIRO, TREINADOR DE EQUIPA PEQUENA, MAU COMUNICADOR, a situação muda.

Já não se trata de futebol, nem se está analisando o fenômeno ou qualquer partida em particular.

Nem sequer, por ser desnecessário, vou comparar os comentários feitos a Borges com aqueles dirigidos a Mourinho, quando o sujeito apenas pronunciou disparates e alucinações doentias durante sua passagem por aqui.

A subserviência em relação ao sujeito é vergonhosa...!

Nós, sportinguistas, não precisamos estar sempre em acordo com Rui Borges, mas temos a responsabilidade de defendê-lo e protegê-lo quando é maltratado.

Enfim, temos a obrigação de defender e apoiar UM DOS NOSSOS.

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