A frase de Rui Borges, dita na conferência de imprensa do pós-jogo europeu, deixou alguns jornalistas de queixo caído, como se costuma dizer na linguagem popular. Foi de tal modo forte, que deu azo a debates, com as mais desvairadas opiniões.
O que tem caracterizado o discurso de Borges, nas ditas conferências é descrição e a simplicidade, não tendo a CS social tido motivo para especulações. “Não caí aqui de paraquedas” foi o que aconteceu de facto. Como disse Varandas aquando da sua contratação, o treinador não foi escolhido ao acaso, pois estava a ser seguido e encaixava no projecto do Sporting. Fosse como fosse, o que aconteceu, depois do “desastre” João Pereira, foi quase um milagre.
Sem conhecer a pessoa, sempre torci para que corresse bem, e correu. Com mais ou menos estrelinha, levou a água ao seu moinho. Herdou uma equipa algo destroçada, adaptou-se às circunstâncias e começou a mostrar competência, para o cargo que desempenhava. No ano seguinte, devido fatores internos e externos, a época não foi perfeita, por razões já debatidas.
Rui Borges, mesmo depois da dobradinha. sempre foi um mal-amado, primeiro pelos ditos catedráticos sem diploma, que pululam no futebol e depois por outros que "emprenham pelos ouvidos". Mas deixemos a expressão da negatividade e foquemo-nos nos aspectos positivos. Mesmo sem ganhar nenhum título, Borges, na época passada, colocou o Clube na Liga os Campeões, onde tinha feito a melhor campanha de sempre.
Esta época, com um plantel renovado, que claudicou nalguns jogos, já se começa a verificar que é uma equipa que tem processos de jogo e isso é trabalho da equipa técnica. Estes resultados na Liga dos Campeões, catapultam a equipa para patamares auspiciosos. Os resultados menos conseguidos, no nosso campeonato, deveram-se a erros individuais, alguns grosseiros, que nenhum treinador consegue controlar.
Tem razão Rui Borges em puxar pelos galões e não merece que alguns, por razões que não têm a ver com a sua competência, mas com interesses e objectivos obscuros, o persigam
.Como dizia um político, deixem-no trabalhar.