O Sporting, o nosso Sporting

Boa tarde.

O título é simples. A mensagem também.

O Sporting, o nosso Sporting. De alguns, leia-se, porque de outros não reza a história.

“Era uma vez” não seria uma boa forma de começar. O jogo da Amadora já faz parte do passado. Contive-me e nada escrevi. O que li — sem querer, porque foi aparecendo — deu-me náuseas.

O que aplaudi, deu-me forças para estar aqui.

Há alguns “sportinguistas” onde as aspas vivem melhor.

Fakes.

E regressaram os “treinadores e opinadores”. Com eles, voltou a poluição, o ruído e um ar quase irrespirável.

Nunca um eclipse fez tanto sentido.

Mas está tudo bem?

Não.

Está tudo mal?

Também não.

O que há é uma equipa nova. Jogadores de diferentes nacionalidades e mentalidades, processos novos e adaptações. O futebol não é uma ciência exata.

Houve erros individuais, erros grosseiros de quem arbitrou e um campo que também não ajudou.

O que não deveria haver são ataques ao Presidente — o mais titulado da história do Sporting — nem a continuidade dos insultos ao treinador, Rui Borges.

Para que servem os rivais, se alguns dos nossos fazem o mesmo papel?

Não há pachorra!

Obrigado, Pote. Obrigado, Trincão. Obrigado, Hjulmand — grande capitão. Obrigado a todos os que partiram.

O Sporting é uma escola. E os bons alunos deixam marca.

É também um Universo onde deveriam repousar os valores, a verdade e a ética.

Mas há quem jogue à porta fechada — que vergonha, mais uma mancha — e quem ensine jogadores a não colocar corações vermelhos nas redes sociais ou a não vir a Lisboa.

Mentes doentes. Ódios renascidos. Complexos antigos.

Há alguns “sportinguistas” onde as aspas vivem melhor.

Ontem fui lá.

Hoje estarei outra vez.

Ohhh, que lindo Estádio!

Mágico. Moderno. Novos ecrãs. Novos espaços.

Vamos ao Rock in Rio, ao NOS Alive, ao MEO Arena, ao hotel, ao cinema… Há VIP, lugares diferenciados, espaços premium.

Chegas a Alvalade e o Lion Corner — moderno, diferenciador e prestes a ser inaugurado — é para “croquetes”.

Há alguns “sportinguistas” onde as aspas vivem melhor.

Zalazar custou 30 milhões.

E o Sporting pagou. Sem vender ninguém para o conseguir.

Têm memória de algo parecido?

Fantástico, Sporting.

Tão bom estar a viver estes momentos.

Logo, logo, vamos jogar contra o Vitória.

E é aí que importa estar.

Não somos campeões depois de uma vitória, nem deixamos de ser Sporting depois de uma derrota.

Somos Sporting quando ganhamos.

Somos Sporting quando perdemos.

Mas somos sobretudo Sporting quando acreditamos.

Hoje, mais uma vez, estaremos lá.

Porque o Sporting não é para os dias fáceis.

O Sporting é para a vida.

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