GRANDE ÁREA
Hoje, esta rubrica não tem penalty. Apenas incidências.
Não é preciso VAR. Apenas variar.
CONTEM-ME OUTRA
Contaram-me o que andou a circular.
Não foi inventar. Varandas disse mesmo:
“…se tivesse de escolher, preferia os quartos de final da Champions a qualquer Taça de Portugal. E disse mais: a Champions é quase como o clube estar vivo ou morto.”
A nuance existe. E é importante.
Ele não estava simplesmente a dizer que uma Taça de Portugal não vale nada. Estava a falar da dimensão estratégica e financeira da Champions.
Factual.
Ah, e tal, não me revejo nisto!
Vêm logo os ávidos da desgraça.
É discutível? Claro.
É escandaloso? Não sei porquê.
O ADN Sporting é ganhar sempre.
Eu quero tudo! — também disse o Presi.
Mas entre uma Taça e os 80 milhões da Champions… percebo a escolha.
O problema não está na frase.
Às vezes, o problema não é aquilo que Frederico Varandas diz.
É aquilo que alguns, em desespero, precisam que ele tenha dito.
CONTEM-ME OUTRA
Frederico Varandas aumentou consideravelmente o seu salário.
Estudassem.
DA FILA 8
Vi o Portugal–País de Gales.
Ronaldo ainda marcou e festejou. Mas não contou.
O resto? “Por ali andou.”
Rafael Leão — depois de deixar de seguir o Sporting nas redes sociais — não foi assobiado.
Parabéns, Sportinguistas!
Quando estamos todos de acordo, corre tudo bem. E não assobiamos.
Já o Palhinha:
“Há os adeptos racionais e os irracionais.”
Não escrevo para agradar.
Eu estava nos irracionais. Logo…
Sei do que falo, por isso escrevo.
Depois, meu caro, não estiveste, não ficaste e também bazaste.
Foste para o Lille, mas correu mal.
Não querias ficar: foste para Braga.
Também há jogadores racionais e irracionais.
Palhinha:
“Não serás mais daqui.”
O que interessa:
JJ ainda não teve tempo.
Mas o tempo vai ser dele. Acho!
Parabéns Portugal!
Em duplicado. (Na Noruega foi quase recital)
ISTO TAMBÉM É SPORTING
O Relatório e Contas saiu.
Já fomos às compras. Agora, às contas.
Estão melhores.
Mas as dívidas estão maiores.
Falar de contabilês é como falar de futebolês.
Uma vez percebido, escreve-se o artigo.
As contas do Sporting já não são as contas de um clube financeiramente fragilizado.
São contas de um clube que cresceu, que gera receitas, que apresenta lucros e que aumentou significativamente os seus capitais próprios.
Mas há uma palavra que não pode desaparecer no meio dos recordes:
dívida.
Porque €300 milhões de faturação são excelentes.
€34,7 milhões de lucro são excelentes.
€116 milhões de EBITDA são excelentes.
Mas, quando a dívida líquida cresce 49% e o passivo dispara 71%, a pergunta deixa de ser apenas:
Quanto está o Sporting a ganhar?
Passa a ser:
Quanto está a custar este crescimento?
É que, no futebol como na vida, crescer é bom.
Crescer sustentadamente é outra coisa.
E essa é a parte das contas que merece ser lida com menos euforia, mais atenção e alguma preocupação.
Porque, no fundo, e apesar das excelentes contas, (nunca vistas), o passivo aumentou, influenciado pelo financiamento obtido através da emissão obrigacionista e pelo valor do aumento a pagar a fornecedores.
Há uma pergunta que vos deixo e que não pode ficar escondida atrás dos recordes verificados:
O crescimento financeiro do Sporting está a ser acompanhado por um crescimento sustentável, ou estamos a recorrer cada vez mais à dívida para financiar esse crescimento?
Foi a minha expressão. Ao meu estilo.
SL