Usa-se e abusa-se da frase “jogar à Porto”. Esta slogan ligado ao período Pinto da Pinto da Costa, em que consiste genericamente?
É simples. Consiste em jogar com grande agressividade, passando muitas vezes o limite do tolerável. Mas então pode-se perguntar se não existem árbitros para limitar esses excessos? A verdade é que existem, mas não os limitam.
A história é longa e abreviando começou quando o senhor Pinto da Costa, foi paulatinamente controlando órgãos desportivos, sobretudo na arbitragem, para controlar os árbitros e tirar partido disso nos jogos. Dias da Cunha chamou-lhe o “sistema” numa altura que já começava a decair.
Depois ,veio o processo “apito dourado” que pôs a nu todo esse esquema, mas do qual o seu autor se “safou” por irregularidades processuais. Nos últimos anos do seu mandato conseguiu sobreviver, aliando-se ao que chamou de “vieirismo” no SLB, que tentou e conseguiu criar uma cópia, para consumo interno.
Com o VAR, tornou-se um pouco mais difícil aplicar esses esquemas, o que coincidiu com alguma ascensão do Sporting. Com a entrada do novo dirigismo, alimentou-se a esperança de uma era de futebol mais limpo, mas foi esperança vã. O menino da Foz mostrou-se seguidor do mestre, mas mais cínico e mais hipócrita.
Portanto, o “jogar à Porto” continua adaptado aos novos tempos. Em que consiste? É tal e qual como dantes, “dar porrada” para limitar o adversário, sabendo que a arbitragem incluindo o VAR, volta a estar condicionada. Para além disso, que não é pouco, recebe-se o adversário como inimigo, desde os órgãos directivos até aos adeptos.
O Sporting que tem sofrido na pele dentro e fora do campo, o ambiente das Antas, não devia fazer de conta que não se passa nada.