A palavra do leitor- Balanço do mercado

Como dizem FV/FSZ a sustentabilidade financeira assegura a competitividade desportiva. Carlos Antunes

Ontem na caixa de comentários do post "Fecho do Mercado" o nosso leitor Carlos Antunes fez uma descrição simplificada dos números do mercado do Sporting, que me parece interessante, pelo que decidi reproduzi-la, com a devida vénia.

Encerrado o mercado, estes são os meus números (que diferem dos que vejo referidos nos jornais desportivos):
Vendas:
Alisson Santos para o Nápoles – 20 ME (3,5 empréstimo + 16,5 opção compra)
Diogo Travassos para o Braga – 5,5 ME
Rodrigo Ribeiro – para o FC Augsburgo – 6 ME (1 milhão empréstimo + 5 opção compra)
Afonso Moreira – 20% da mais-valia da transferência do Lyon para o Bayer Leverkusen – 6,4 ME
Mateus Fernandes – mecanismo de solidariedade na transferência do West Ham para o Tottenham – 3,5 ME
Flávio Nazinho – 15% da mais-valia da transferência do Cercle Bruge para o Mónaco – 450 mil €
Morten Hjulmand para o Atlético de Madrid – 40 ME + 5 ME
Francisco Trincão para o “Al Ahli” – 40 milhões USD + 5 milhões USD (43 ME)
Fatawu Issahaktu – 1,092 milhões € referentes a 15% da mais-valia da transferência do Leicester pelo Ipswich (23,53 milhões €), a que acrescem 118 mil € do mecanismo de solidariedade da FIFA (5% do negócio, respeitante ao ano que Fatawu esteve em Alvalade, em 2022/23) – 1,2 ME
Ossuman Diomande para o Nottingham Forest – 40 ME
Giorgi Kochorashvili para o Sevilha – 4 ME
João Virginia para o Wolverhampton – 1,5 ME
Rafael Leão – do Milão para o Galatasaray (mecanismo de solidariedade) – 1,14 ME
Total: 179 ME
Acresce que o valor da transferência de Giovani Quenda para o Chelsea (52 ME), embora já tenha sido acordada no ano transacto, só será contabilizada no presente exercício financeiro (Julho/2026-Junho/2027), o que eleva o valor total das vendas para um montante de 230 ME.
Neste montante global, não foram contabilizados os valores das transferências concretizadas de:
Pedro Gonçalves para a Fiorentina – 25 ME (2,5 ME de taxa de empréstimo + 22,5 ME da cláusula de compra obrigatória);
Daniel Bragança para o Torino – 4,5 ME (1 ME de taxa de empréstimo + 3,5 ME da cláusula de compra obrigatória),
porque só serão contabilizados no exercício financeiro (Julho/2027-Junho/2028).

Aquisições:
Em contrapartida, e relativamente às aquisições, temos:
Rodrigo Zalazar (30 ME)
Idrissa Doumbia (20 ME)
Sergi Altimira (18 ME)
Silas Andersen (7,25 ME)
Pedro Lima (4 ME)
Ibrahima Ba (21 ME)
Nestory Irankunda (15 ME + 5 ME)
Moncef Zekri (3 ME)
Kaique Pereira (4 ME)
num valor total de 127 ME
Encerrado o mercado o saldo (+ 103 ME) é, pois, altamente favorável ao SPORTING.



Claro que estes números não podem ser contabilizados deste modo simples, uma vez que tanto as verbas das aquisições como das vendas, são realizadas de acordo com estruturas de pagamentos parcelares e são, muitas vezes, contabilizadas em exercícios financeiros diferentes, como foi o caso acima referido de Giovani Quenda.
Aguardemos, no entanto, pela informação em que a SPORTING SAD, todos os anos, dá conta dos valores exactos das aquisições e vendas (incluindo a discriminação dos custos de intermediação, mecanismos de solidariedade, etc.)

Mas o relevante, é que estes números demonstram a excelente gestão financeira liderada por Francisco Salgado Zenha que se baseia na sustentabilidade e no equilíbrio orçamental, com foco em gerar resultados líquidos positivos (mediante um limite nas aquisições a um valor sempre inferior ao das vendas), mas sem descurar a manutenção da competitividade desportiva, como o demonstram os títulos conquistados.
Não é, por isso, por acaso que a Sporting SAD apresenta resultados financeiros positivos há 4 anos consecutivos (em termos de exercícios anuais completos):
Época 2021/2022: Lucro de 25 milhões de €.
Época 2022/2023: Lucro de 25,2 milhões de €.
Época 2023/2024: Lucro de 12,1 milhões de €.
Época 2024/2025: Lucro de 20 milhões de €.
Época 2025/2026: não estando ainda contabilizado o exercício anual completo, o lucro no 1.º semestre da época 2025/2026, foi de 32 milhões de €, que representa mais do dobro em comparação com o período homólogo anterior, pelo que a Sporting SAD voltará a apresentar resultados financeiros positivos.
E a época 2026/2027, não será diferente perspectivando-se mesmo o maior lucro de sempre.
Como dizem FV/FSZ a sustentabilidade financeira assegura a competitividade desportiva.

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