Chegámos a julho, o campeonato nem começou, e já há quem preveja o fim do mundo a verde e branco, criticando a direção e menorizando os reforços. Não nego a azia do jogo com o Torreense, mas recuso o insulto e a falta de memória. O Sporting está, finalmente, a ser gerido com cabeça, tronco e membros.
1. A Realidade do Mercado vs. A Fantasia do Teclado
Os jogadores são profissionais com carreiras curtas. Quando recebem propostas para ganhar três ou quatro vezes mais no estrangeiro, saem, é a lei do mercado, não é deslealdade de ninguém. A direção faz bem em manter a sua lúcida caminhada para impor que o Sporting, como clube GRANDE e não querer atletas contrariados até saírem a custo zero.
2. Não é Desmantelamento, é Renovação.
Investiram-se cerca de 100 milhões de euros em talento jovem, raça e profundidade de plantel. Os goleadas da pré-época (como os 4-1 ao Celtic e os 7-0 ao Estrasburgo) mostram o potencial desta equipa. O problema não é o valor do grupo, mas sim o clima de pessimismo alimentado por tanto agoiro.
3. A Toxicidade do "Adepto de Ocasião".
Apoiamos como ninguém a ganhar, mas destruímos tudo ao primeiro deslize. De Trincão a Paulinho, o enxovalho aos nossos próprios activos vem de dentro, e os jogadores leem isto nas redes sociais. Enquanto os rivais protegem os seus, há sportinguistas a queimar o futuro antes de ele dar frutos.
Reflexão Final
Querem mesmo voltar aos 19 anos de seca e à falência financeira? O problema do Sporting não está no balneário nem na direção, mas sim na bancada e nas redes sociais. Esta incapacidade crónica de ser feliz e esta mania de preferir a discórdia ao apoio é a única coisa que realmente nos pode prejudicar.
Aprendam a apoiar, a criticar com limites e a ter paciência.