A perseguição imparável a Rui Borges.

Tem sido penoso e revoltante.

 Em defesa de Rui Borges

É preciso ter estômago para assistir, dia após dia, ao linchamento público a que Rui Borges tem sido sujeito. O homem chegou ao Sporting, deu o que tinha e o que não tinha, tem-se mostrado humilde nas vitórias e digno nas derrotas, e mesmo assim vive cercado por uma campanha de desgaste que já extravasou todos os limites do aceitável.

A imprensa persegue-o desde o primeiro dia, como se o seu perfil discreto e a sua postura serena fossem pecado. E, vergonhosamente, uma percentagem de sportinguistas decidiu juntar-se ao coro, gente que não fica a dever nada aos rivais na arte do bota-abaixo, sempre pronta a destruir em vez de apoiar.

 Ontem, na antevisão do jogo com o Casa Pia, o treinador revelou algo Iintolerável:  insultos que afetam a sua família, e até o seu filho foi maltratado. Isto já não é crítica desportiva, é crueldade gratuita contra um ser humano que apenas faz o seu trabalho. Comete erros, mas também acertos.

Podemos discutir resultados, questionar opções, até desejar uma mudança de treinador, eu próprio já o fiz diante de resultados negativos. Mas há uma diferença abissal entre exigir mais e destruir uma pessoa. Se o Rui Borges vier a ser despedido, que seja por razões profissionais, nunca neste clima de perseguição covarde.

Depois de tudo o que tenho assistido, decidi: estou do lado do Rui Borges. Ele merece. E é estranho este mundo em que Rúben Amorim que fez um bom trabalho, é certo, abandonou o clube sem apelo nem agravo e continua a ser uma figura quase intocável, com tudo perdoado ao "fugitivo", enquanto a Rui Borges, que também deixa marcas positivas, não se mostra a mínima gratidão. Ao que parece, o Sporting fez mais por Amorim do que Amorim pelo Sporting. Mas ao homem que dá tudo de si, sem fugir nem abandonar, reserva-se o insulto e a ingratidão. 

 SL e um bom dia.

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