Revolução verde e branca: os últimos moicanos da era Amorim.

Passados 650 dias desde a última partida de Ruben Amorim ao comando do Sporting, o plantel leonino atravessa uma profunda renovação. Da equipa titular que derrotou o Sp. Braga (4-2) em novembro de 2024, apenas quatro jogadores permaneciam no onze – Debast, Maxi Araújo, Daniel Bragança e Pote –, mas com Pote e Bragança na iminência de sair, o legado direto do antigo treinador reduz-se a seis nomes: Debast, Maxi Araújo, Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Geny Catamo e João Simões.

Em termos de mercado, a SAD liderada por Frederico Varandas está a promover uma revolução total para a época 2026/27. Até ao momento, já arrecadou mais de 100 milhões de euros em vendas (incluindo Hjulmand, Trincão, Morita e Quenda) e prevê encaixar mais com as saídas de Pote (Arábia Saudita), Diomande (cerca de 40 M€ para o Nottingham Forest) e o empréstimo com compra obrigatória de Ricardo Mangas (1,8 M€). Em contrapartida, investiu cerca de 80 milhões de euros em reforços como Zalazar, Silas Andersen, Issa Doumbia, Pedro Lima, Altimira, Jesse Derry e Ibrahima Ba (20 M€), estando ainda a negociar Irankunda.

Conclusão: O Sporting está a desmontar o núcleo da era Amorim e a construir uma nova identidade competitiva, assente numa estratégia agressiva de compra e venda, com um saldo financeiro positivo superior a 20 milhões de euros (sem contar com as saídas previstas).

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