O Sporting não entrou com o pé direito no campeonato nacional. Ao fim de seis jornadas já perdeu seis pontos, média de um ponto por jogo. Convenhamos que não é uma boa situação, mas não a considero dramática.
A questão que se coloca, é quais são as razões para o que está a acontecer. Na minha observação há vários factores. O primeiro, embora a ordem possa ser arbitrária, é a mudança radical no plantel. Não se faz uma mudança tão profunda sem reflexos nas dinâmicas.
A questão que se pode colocar a seguir, é qual a motivação para a mudança e quem são os seus responsáveis. Naquilo que se apreende é uma decisão da estrutura ,da qual faz parte o Presidente, responsável máximo. Pelo pouco que se sabe, havia necessidade de renovar o plantel com jogadores mais jovens. O que concluo é que a responsabilidade é colectiva.
Portanto, criar um bode expiatório pela má entrada no campeonato, está profundamente errado. Em primeiro lugar, é preciso fazer de um grupo de jogadores uma equipa, o que leva o seu tempo. Depois, é necessário verificar, se os novo,s elementos estão a demonstrar qualidade. Na minha análise, no momento, com uma ou outra excepção a qualidade não está comprovada.
A equipa tem mostrado bons momentos de futebol, tem uma boa veia atacante, marca muitos golos, mas depois tem apagões comprometedores. Sobretudo o sector defensivo causa muitas preocupações e curiosamente foi o menos alterado. Uma equipa vencedora precisa de marcar golos, mas tem de saber defender e nesse aspecto mostra debilidades.

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O treinador com má imagem e péssima empatia, para além de aspectos técnico-tácticos, parece ter uma relação demasiado amistosa com os atletas. Como se pode ser tão brando com erros tão infantis. Os pontos perdidos têm a ver com erros individuais inadmissíveis. Mesmo sem ser “atraente” e bem falante vejo Borges, com qualidade e competência para fazer melhor.
Os adeptos são motivados por resultados e funcionam pela lógica do bode expiatório. Nem todos são, certamente, defensores das chicotadas psicológicas, motivadas pela emoção, mas podem ser arrastados pela lógica das multidões. Se tiveram paciência e bom senso noutras vezes porque não a ter agora.
Cabe aos órgãos directivos, melhores conhecedores da situação, analisar e resolver o que se passa, com ponderação. Mas não me parece que a mudança abrupta de treinador resolva o problema e seja a solução. Para mais, nem o melhor ténico do mundo chega e resolve o problema, com varinha magica. Por outro lado, treinadores desempregados não faltam, mas além de arriscado, é deitar fora o menino com a água do banho. Bom senso.