O jornalista Miguel Mendes, em A Bola, faz uma interessante análise ao desempenho Nestory Irankunda nos jogos com o Braga e Lens. Intitulou o artigo “tranquilo no balneário, devastador na relva: a asa que faltava ao 4x3x3 de Rui Borges” e recorda que o australiano foi um dos maiores investimentos desta época. Custou €15 milhões fixos, aos quais acrescem 3 milhões por objetivos, tem contrato até 2031 e está blindado por uma cláusula de rescisão de 80 milhões.
Para o jornalista, no sistema 4x3x3, com um novo papel para Altimira no apoio aos defesas centrais, o Sporting passa “a apostar em dinâmicas de maior vertigem, com extremos de capacidade de desequilíbrio e velocidade estonteante. Pois bem, é nesse novo desenho tático que o australiano de 20 anos tem feito a diferença, no 1x1, na profundidade e na capacidade de dar largura mantendo a baliza na mira”. Uma aposta no desequilíbrio que o jogador oferece a uma equipa que pretende acelerar o jogo pelos corredores.
Com equipas que não se fecham lá atrás, os leões conseguiram duas vitórias muito importantes e Irankunda esteve em destaque com assistências a Luis Suárez. O novo sistema implicou, pelo menos nestes jogos, que Flávio Gonçalves ficasse no banco. Com o Lens foi João Simões que substituiu Zalazar. No entanto, Rui Borges garantiu que a gestão das alternativas ofensivas dependerá das necessidades de cada encontro, dos adversários e da resposta de cada jogador.