A SAD do Sporting está a gerir esta janela de transferências em três frentes simultâneas:
1) vender jogadores em final de ciclo (Hjulmand, Trincão, Pedro Gonçalves, Diomande e Daniel Bragança);
2) reforçar a equipa com novas contratações (Altimira, Issa Doumbia, Silas Andersen, Pedro Lima, Zalazar e Jesse Derry);
e 3) convencer os ativos mais valorizados a permanecerem em Alvalade – missão que teve sucesso com Maxi Araújo.
O ala uruguaio renovou contrato até 2030, mantendo a cláusula de rescisão em 80 milhões de euros, apesar do forte interesse de clubes da Premier League (Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal).
Francisco Barão, antigo lateral do Sporting, considerou a renovação determinante para manter a competitividade do plantel, numa fase de grande revolução. Destacou que Maxi já está integrado na mística do clube e que a continuidade é o reconhecimento do seu valor. O ex-jogador espera que o uruguaio repita o desempenho da época passada (7 golos e 5 assistências em 47 jogos), mas acredita que ainda pode evoluir em 2026/27.
Barão admitiu Nuno Santos como alternativa, mas defendeu que Rui Borges beneficiaria de ter mais uma opção com características diferentes das de Maxi, para maior equilíbrio tático.

Por fim, o ressalvo: apesar da renovação, o nome de Maxi Araújo dificilmente cairá da lista dos grandes europeus. Tal como aconteceu com Gyokeres, Hjulmand ou Trincão, o uruguaio foi convencido a ficar mais uma época com um forte aumento salarial, mas, se mantiver o nível, o Sporting dificilmente resistirá a novo assédio no futuro.