Começou a prova mais democrática do nosso calendário. Na Taça de Portugal participam clubes das diferentes divisões. E logo na primeira eliminatória, aparecem os chamados tomba gigantes, que afastam clubes de divisões superiores, incluindo alguns da primeira Liga.
Teoricamente, os clubes que jogam em ligas profissionais são favoritos, mas na prática são afastados pelos ditos amadores. Já aconteceu com os chamados grandes. O Sporting, por exemplo, já foi eliminado pelo Varzim de uma divisão, “inferior” e houve outras eliminações.
Por isso, embora não seja normal e dada a relatividade das coisas, não foi para mim uma surpresa o SCP perder a final da última Taça de Portugal, para um clube dito pequeno. E não foi a primeira vez, nem sei se será a última. Nesses jogos, os jogadores têm tendência para relaxar, dada a condição do adversário. O curioso é que fomos à final, depois de eliminar FCP, que foi campeão nacional.
Portanto, a Taça de Portugal, sendo a prova mais democrática do calendário, devia ser mais valorizada e por outro lado, não se devia desvalorizar os clubes que a ganham, independentemente da da divisão em que jogam.