Às Terças, escrevo Eu.

«Quando a confiança se esgota, o respeito fica em causa»

Os dias passam, os jogos acontecem, mas os resultados… esses, tardam.
Urge apresentar respostas. E, sobretudo, perceber o que ainda pode ser recuperado. Devolver a confiança a quem joga e a esperança a quem acredita.
Os Viriatos chegaram, viram e venceram.
45 anos depois. Mas já lá vamos.
Quem me lê e me conhece sabe que não sou de destruir, muito menos de pactuar com sarcasmos e gozo.
Viver o Sporting é um complemento de uma vida que todos temos. Nela cabem emoções, desilusões, frustrações. Também ilações.
Felizes os que podem ser adeptos, reagir com o coração e a paixão, sem terem a obrigação de possuir a racionalidade de quem tem de decidir. Aos críticos e aos acérrimos defensores, tudo é permitido. A quem decide, não é permitido errar.
Exige-se a quem delibera a coerência de alimentar um projeto e de o manter, apesar das convulsões iniciais. Por isso, compreendi a decisão do presidente de manter RB no final da época passada e neste início de época. Esta postura tem um nome: firmeza e coerência, bem diferentes de presunção e altivez.
Já a teimosia tem custos. E a estabilidade, de que sou defensor, não pode continuar a servir de argumento para ignorar os sinais que, jogo após jogo, nos vão sendo deixados.
O que se viu frente ao Viseu, depois do que já tínhamos observado nas partidas anteriores, com o Arouca e o Lask, deixou-me a fervilhar.
Não apenas pelos resultados, mas pela incapacidade de encontrar respostas, pelos jogadores perdidos em campo e fora dos seus lugares, pela falta de fio de jogo e de leitura do que a partida exigia. E pelas alterações, tarde e a más horas, que, em vez de inverterem o rumo dos acontecimentos, acabaram por acentuar ainda mais as dúvidas.
Um desastre.
Os jogadores têm qualidade. Inquestionável.
Falta um líder em campo e fora dele.
RB não tem de acertar sempre. Tem, porém, de demonstrar que sabe interpretar o que o jogo pede. E, nesse desígnio, tem tardado em acertar ou simplesmente tem errado.
Quando a insistência numa solução deixa de ser uma demonstração de convicção e passa a constituir um risco para os objetivos de um clube, quem lidera tem de agir.
Há uma grande diferença entre dar tempo a um projeto e deixar que se esgote o tempo de quem o conduz.
E eis que chegámos a esse ponto.
A paciência tem limites. Exigir não é deixar de apoiar. Faz parte da nossa identidade e é também uma das formas de demonstrar amor ao clube.
Há uma frase que me ficou a ecoar e que se liga ao título da minha crónica de hoje:
«Neste momento, trata-se de respeito.»
Respeito pelo Sporting.
Respeito pelos seus adeptos.
Respeito pela história do Clube.
E o respeito não se proclama. Conquista-se com trabalho, competência, atitude e compromisso.
Porque os treinadores passam, os jogadores passam e os dirigentes também passam.
O Sporting fica. E é por isso que ninguém pode estar acima da exigência que o Sporting merece.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo… ✍️
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