ÀS TERÇAS ESCREVO EU

“O Sporting contra o Sporting”

GRANDE ÁREA
Quaresma a complicar. Penálti para o Arouca.
Pós-Famalicão, a exigida aparição.
Mas não.
Contestação.
Eis o Sporting.
O velho e perigoso mentor da sua própria autodestruição.
A VOZ DA BANCADA
É uma tortura.
O que se assiste dentro e fora do campo.
Um barómetro que parece medir apenas a nossa capacidade para nos exasperarmos.
“Vai-te embora!!!”
E gastou-se quase 200 milhões.
“Vai-te embora!!!”
E recuou o bloco.
“Vai-te embora!!!”
Lenços brancos. Assobios. Impropérios. Insultos.
Calma.
Em 2024, numa situação semelhante, com Diomande expulso, o Sporting teve outro comportamento.
Agora, para alguns, tudo serve para a perseguição.
Como se os jogos fossem uma máquina de fotocópias.
Como se o futebol fosse uma ciência exata.
Não é.
E enquanto uns “causam o inferno aos outros”, nós, encarregamo-nos de destruir o nosso próprio chão.
É uma ferida na alma que me causa náuseas.
DA FILA 8
Vi uma equipa jogar bem na primeira parte.
2-0.
Podiam ter sido 3 ou 4.
Inácio de volta ao equilíbrio.
Depois veio a segunda parte.
E o Sporting baixou o bloco.
Há quem lhe chame medo.
Eu chamo-lhe estratégia.
O Arouca tinha de vir para cima. O Sporting procurava o espaço para lançar os seus contra-ataques.
Até que, aos 54 minutos, uma “derrocada mental” de Debast termina num vermelho justíssimo. Havia necessidade?
Autodestruição.
Outra vez.
Mas antes disso, numa jogada praticamente igual, inverteram-se os papéis.
Só que o jogador do Arouca nem amarelo viu.
Continuando.
Quaresma.
Novo erro.
Penálti.
Um recital de erros próprios.
E sabem quem é o culpado?
Rui Borges. Esse.
Claro.
Quase no fim, o golpe fatal.
Igualdade.
Eu não acredito!
Mas acredito.
Porque há uma onda de contestação que começa a ameaçar aquilo de que este Clube mais precisa:
paz para trabalhar.
O PRESIDENTE FALA
E diz o óbvio.
A continuidade de Rui Borges não está, nem nunca esteve, em causa.
Nem sequer houve qualquer reunião nesse sentido.
Pura invenção da comunicação manhosa.
Uma equipa nova. Jovem. Em construção.
Um treinador que está a ser contestado, mas que continua a fazer o seu trabalho.
E um Presidente que não se deixa arrastar para o ruído.
Calmo. Sereno. Sempre a melhorar.
A responder, aliás, ao baixo nível de algum jornalismo.
E isto fez-me lembrar os primeiros tempos da Presidência de Frederico Varandas.
Também aí houve contestação.
Também aí houve quem anunciasse o fim.
Também aí houve quem quisesse fazer do Sporting um campo de batalha.
Depois, meteram a viola no saco.
Porque os resultados falaram.
Porque os títulos chegaram.
Porque Varandas construiu um percurso que hoje não pode ser apagado por quem não gosta dele.
E, quando já não conseguem atacar o Presidente, há quem procure outra porta.
Agora é Rui Borges.
Só que eu não embarco.
Eu confio. Eu acredito.
Não significa fechar os olhos aos erros.
Três empates são três empates, mas nunca ninguém foi campeão à 7.ª jornada.
Mas também não significa transformar cada tropeção numa crise de Estado.
Temos uma equipa muito jovem. Uma equipa nova. Um projeto em construção.
E temos um treinador que, goste-se ou não, já mostrou que sabe pôr a equipa a jogar futebol.
As expectativas?
Talvez seja tempo de as baixar um pouco.
Não a ambição.
As expectativas.
(Não estou a pedir conformismo, mas serenidade para uma equipa jovem crescer)
Porque o Sporting precisa de tempo.
Precisa de trabalho.
Precisa de estabilidade.
E, sobretudo, precisa de paz.
Lá fora, estou eu.
Sentado.
À escuta.
Terminou?
“Ganhámos um ponto ao Benfica.”
Esta é a minha perspectiva.
E agora, paragem.
Uffff… que alívio!
ISTO TAMBÉM É SPORTING
Vou ver o Alta Definição.
E pergunto aos meus óculos:
— O que dizem?
Dizem que ainda vamos ser felizes esta época.
Dizem que o Basquetebol ganhou o Troféu Stromp, mantendo o troféu em Alvalade desde 2019.
Mas disso fala-se pouco.
É mais fácil dar destaque às derrotas.
Eu?
NÃO.
Os meus óculos também dizem que o Andebol ganhou pela décima vez consecutiva ao Benfica.
Leram bem?
Décima.
E dizem-me ainda que há treinadores que, felizmente, nunca entrarão no Sporting.
Não por razões futebolísticas.
Mas porque há comportamentos, palavras e atitudes que não se coadunam com aquilo que deve representar o Sporting Clube de Portugal.
Este Clube tem valores.
Tem memória.
Tem dignidade.
E não pode ser usado como arma de arremesso por quem nunca soube respeitá-lo.
No Sporting, nunca valeu tudo para ganhar.
A seis ou sete pontos do primeiro lugar, com Rui Borges — até o futebol permitir e o Presidente entender —, apoiando os nossos rapazes, seguimos.
Juntos.
Porque é muito fácil estar com o Sporting quando se ganha.
Eu quero estar quando é preciso acreditar.
Quem me segue?
Foi a minha expressão. Ao meu estilo.✍️
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