AS NOTAS DE JULIUS

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do SPORTING CP e a outros intervenientes do jogo com o FC ALVERCA  da jornada 03 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Maxi Araújo 2'🟢; Matheus Mendes (Auto Golo) 56'🟢e Luís Suárez 60'🟢.

EXIBIÇÃO POBRE DOS LEÕES

O SPORTING cumpriu diante do Alverca, mas voltou a estar longe de encantar. Os rapazes de Rui Borges foram essencialmente eficazes, já que pouco criaram. Maxi até marcou logo aos 2', uma ignição prematura mas que afinal deu quase em nada, praticaram um futebol arrastado, previsível e de pouca imaginação e de intensidade média, com raros piques a provocarem a emoção nas bancadas. Um auto golo (55') despertou da monotonia e só o 3-0 do Suárez (60') deu alguma tranquilidade contra um adversário macio e que só ameaçaram ofensivamente já nos instantes finais, quando reduziram no marcador. Maxi desbloqueou, Irakunda e Ba estrearam-se, Fresneda e Debast voltaram a ser titulares.

Maxi Araújo marcou no Sporting-Alverca aos dois minutos - Foto: Imago

DESTAQUE - MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Desbloqueou logo a abrir e fez a diferença na  qualidade técnica e visão dos lances.

RUI SILVA - 3 - Pareceu mais tranquilo que nos jogos anteriores, quiçá mais confiante na dupla de centrais à sua frente, mas voltou a sofrer um golo no seu lado.

IVÁN FRESNEDA - 3.5 - Voltou finalmente à titularidade e ao lugar da sua praia, ainda que longe da sua forma já mostrou  que dá outro andamento ao corredor. 

ZENO DEBAST - 3.5 - Também um regresso ao onze que se saúda, não tem o virtuosismo do Quaresma, mas tem um outro lado da classe, o que oferece consistência, saídas de bola com preciosismo e garantia de estabilidade nos apertos da pressão nos pequenos espaços.

IBRAHIMA BA - 4 - Num modo geral, entrou com o pé direito nesta sua nova e ambiciosa aventura com a camisola do leão. O nervosismo natural inicial foi-se diluindo com a disputa dos duelos (a sua praia) onde mostrou ser forte e implacável, já não correu tão bem foi com a bola no pé, cometendo vários erros, no passe e no critério.

SERGI ALTIMIRA - 4 - Quiçá o elemento que melhor parece integrado nesta nova versão  da equipa do Sporting, ainda na sua fase inicial da sua construção. Tem-se notado de jogo para jogo a sua cada vez maior influencia nas dinâmicas em todas as zonas do meio campo, oferecendo qualidade e critério com bola, como também na ocupação dos espaços. Faltou-lhe  ser mais ousado a subir no terreno no apoio aos elementos da frente.

ISSA DOUMBIA - 3 - Prometeu bastante na pré-epoca e com o inicio das competições a sério, deixou-se dominar em excesso pela ansiedade, que o bloqueia em inúmeros lances  com espaço para ferir o adversário. Está a acusar a inexperiência de envergar tamanha camisola perante um estádio com altíssima fidelidade de som. Mas quando se soltar vai ser complicado para os adversários agarrá-lo. Falhou 2 golos cantados e ajudou pouco sem bola.

GENY CATAMO - 4 - Tem o "génio" no seu ADN e mesmo em baixa de forma bastam-lhe 2 ou 3 lances para fazer a diferença no jogo e no resultado. Assistiu e teve participação de mais de 75% no 2-0.

RODRIGO SALAZAR - 2 - Voltou a "falhar" a partida, a exemplo do colega Doumbia, ainda não conseguiu soltar-se e fazer a diferença, no agarrar a equipa e o público das bancadas. Falhou muitos passes e dribles, principalmente quando encostado na esquerda.

FLÁVIO GONÇALVES - 2 - Teve uma noite difícil, de estrela sem brilho na posição Maradona, o único que conseguiu, um remate de rechaça que levava alguma força e que obrigou o Matheus Mendes a uma defesa de recurso.

LUÍS SUÁREZ - 3.5 - A subir claramente de forma, ja se viu a correr e a pressionar em alguns momentos da partida, acabou por ter o prémio, marcando um bom golo, uma escapadela à "Suárez" a isolar-se e que resultou num excelente drible ao guarda redes, para depois empurrar a bola para a baliza deserta.

LUÍS GUILHERME - 2 - Entrou 68' - Uma excelente iniciativa pela direita com a bola colada e que resultou na maior perdida da noite, com 3 remates seguidos à boca da baliza, no tiro ao boneco, com o Matheus Mendes a defendê-los todos na queima.

NESTOR IRANKUNDA - 2 - Entrou 68' - Salvou-se da nota 1 do afundanço, pelo lance quando ofereceu de bandeja um golo feito para o Doumbia falhar. Fora de forma, foi lento e previsível em todos os outros lances e deixou a ideia de dificuldades técnicas com a bola no pé.

EDUARDO QUARESMA - 2 - Entrou 75' - Com o resultado ja de 3-0, ficou claramente posicional, sem a tentativa de qualquer risco em lances de saída. Cumpriu no processo defensivo.

RAFAEL NEL - 1 - Entrou 75' - Perdeu chance de ouro, daqueles lances imperdoáveis quase em cima da linha de golo. Um desperdício que ofuscou todo o esforço que empregou na pressão aos adversários.

PEDRO LIMA - 2 - Entrou 88' - Ou não lhe seria atribuída nota ou teria um 2. Ficou na retina aquele lance quando do nada quase que mete a bola na baliza, num bom remate cheio de direção e intenção.

RUI BORGES - 3 - A equipa voltou a desiludir em grande parte do tempo de jogo. Vários elementos fora de forma, outros ainda na procura do seu lugar no esquema, outros a estrearem-se e por isso sem as rotinas de conjunto, só podia dar um espetáculo fraco e pobre. Sendo que o mais importante foi alcançado, o cumprir com a vitória e os 3 pontos. Nos instantes finais o Alverca reduziu e na jogada seguinte teve grande oportunidade para fazer o 3-2.

SÉRGIO FERREIRA - 2 - Os ribatejanos acusaram as ausências de peso na equipa, trazendo para Alvaiade uma estratégia nula, de excessiva contenção e só mesmo nos instantes finais apareceram ofensivamente.

FÁBIO VERÍSSIMO (Árbitro - AF Leiria) - 4 - Uma arbitragem positiva, sempre com pleno controle dos lances mesmo nos momentos mais emotivos, dos jogadores de ambas as equipas. Acertou na maioria das decisões.

JOÃO PINTO (VAR - AF Lisboa) - 3 - Sem casos para fazer trabalhar o vídeo com repetições de imagens para o árbitro ver e decidir.

0