A UEFA e as suas 55 federações-membro anunciaram que nenhuma associação europeia participará em competições da FIFA enquanto estiverem em vigor as propostas que permitem a venda de participações do Mundial a investidores privados. Exigem o abandono total desses planos e garantias vinculativas de que a FIFA nunca abrirá a sua governação ou competições ao capital privado.
A posição da UEFA é de oposição absoluta: consideram que vender ativos desportivos às próximas gerações é moralmente inaceitável e que o Mundial não está à venda. Criticam a falta de transparência e consulta prévia, classificando a abordagem da FIFA como “governança pela intimidação”, com um ultimato de 53 dias para as federações aceitarem o modelo.
A FIFA pretende arrecadar até 4,2 mil milhões de dólares com a criação da FIFA Forward Enterprise (subsidiária detida a 100% pela FIFA), vendendo participações minoritárias a privados, sem lhes dar poder operacional. O objetivo é aumentar o financiamento para o desenvolvimento do futebol, elevando os valores por federação para 20 a 24 milhões de dólares até 2038. A FIFA garante manter o controlo total sobre a governação, competições e decisões desportivas.
A UEFA, no entanto, alerta que o futebol não pode hipotecar o seu futuro por lucro imediato, rejeitando veementemente a proposta, apesar do apoio de potenciais investidores como a Thrive Capital e o banco J.P. Morgan.
Entretanto, a FIFA responde:
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