No final da partida com o Vitória de Guimarães, Rui Borges justificou o “abanão” da 2ª parte com “dores de crescimento” que a equipa estará a sofrer. Na verdade, na composição do meio campo, uma zona nevrálgica de toda a movimentação da equipa, verificou-se uma grande mudança. Alteraram-se as referências, os protagonistas. A ausência de Diomande não é secundária.
Quando isto acontece, há que ter um misto de paciência e persistência, os jogadores precisam de mais tempo para se integrarem, coordenarem movimentos, interagirem coletivamente. A previsível saída de Pote e Bragança obsta à sua participação, o treinador quer ir à luta com as armas que tem, o que compreendo. Para além disto, o modelo de futebol do Sporting tem uma nova identidade, pretende ser mais direto, dinâmico, musculado, que envolve todos os jogadores em campo, o que também se reflete na coerência e competitividade do jogo coletivo.